segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

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Já é noite, as luzes estão apagadas. Olho pela janela, e observo o passar do tempo sem perceber. Lá longe, uma visão imcompleta de uma grande árvore, que dança com o vento, de um lado para o outro, sem se cansar. É incrível como a escuridão é um incontestável alimento da mente, o quanto minha imaginação voa com imagens borradas, destorcidas que meus olhos já cansados me fazem por um segundo acreditar. Por um segundo rostos, que por um segundo me olham, e por um segundo se vão.

A noite, atiça a minha imaginação como nenhuma outra hora do dia pode fazer. Meus pensamentos voam, tento achar respostas, acho-as ou como na maioria das vezes acontece, me confundo com elas ou apenas prometo coisas e no clariar do dia simplesmente esqueço.
 Na noite é quando me deito, e converso sozinha pensando estar sendo ouvida, pelo meu anjo da guarda, por Deus, ou apenas não sei, a força do costume talvez.

Quando era menor, não faz muito tempo. Acreditava que meus sonhos eram a minha realidade, e minha vida era apenas um sonho. Que estava dormindo em algum lugar, onde as pessoas esperavam ansiosas pelo meu despertar. Então quando chegava a noite, fechava os olhos, e deixava que a escuridão anestesiase-me, e quando me dava conta, já não estava no meu quarto, estava em um lugar no qual eu pertecia, era o sopro que me ligava a realidade.
Realidade que era apenas um sonho, de uma história maluca de tantas outras que minha mente ao desligar das luzes, por um segundo me faziam acreditar.