domingo, 15 de julho de 2012

Laiá laiá



FODA-SE VOCÊ E AS SUAS OPINIÕES DE MERDA SOBRE MIM.

Frase do dia.

E no final estamos sós... E quase sempre fodidos.

Música do dia



Aceita um café?

...


Não sei mais onde estou.
‘’Não sei’’ já se transformou no que mais digo,
Não sei porque.
Eu vou dizer o que me vem a mente.
Entende? Como me sinto só?
Por as vezes, muitas vezes só ouvir.
Já me desacostumei a dizer como me sinto
Nunca saí as coisas certas.
Ou então coisas audíveis e compreensíveis.

Mas por enquanto que organizo o que irei dizer
Não sei quando, não sei a quem
Pode falar que eu to ouvindo.
É disso que todo mundo precisa.
De  um olhar calmo, de um sorriso pleno.
De palavras ternas, de silêncio. Shhh!

Frase do dia


E a cada dia que passa me sinto mais distante, mais sozinha.

E lá vamos mais uma vez.


Largue aquelas roupas
que tão usadas, estão rasgadas
E com o formato já conformado
De ser assim.
Esqueça aqueles que te aborrecem
Esqueça aquelas mesmas escolhas
que sempre o levam pro mesmo lugar.

Eu sei e não sei mais.
Expectativas resultam em iguais resultados, sempre errados.
Então jogue fora.
E se nada melhorar
E se tudo piorar?
Então sorria pro vento
Que ele sempre volta
Pra te tocar.
E lá vamos nós.
As vezes cegos, as vezes tortos.
Tentar acertar,
Com nossos passos embreagos
E cansados de tanto andar.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Passo em falso.


... Naquele momento dei um passo em falso, e não senti mais o chão sob os meus pés. Nem nada por perto que pudesse servir-me de apoio. Estava caindo no vazio, tudo era apenas segundos que se passavam ao meu redor, arrancando-me a noção do tempo e aumentando a cada metro o meu medo. Eu nunca na minha vida sentira algo tão forte dentro de mim como esse medo do que se aproximava - O que deveria fazer agora? - O tempo corria, e eu precisava fazer algo, era necessário. Sabe se lá onde eu pararia, onde a minha queda me levaria. Todos dizem que sempre que se caí, a força que se esvaí volta ainda maior. E em uma parte eles estavam certo, ela ficara para trás, a minha força. Não conseguia me mexer o que esta havendo? Só pode parecer um pesadelo, é um! Eu posso acordar!


 As nuvens ao meu redor começaram a tampar minha visão, o céu escureceu, era como uma tempestade surgindo do nada. A adrenalina fazia com que meu coração disparasse, ouvia apenas o som de sua batida ensurdecedora, o vento da tempestade que machucava minha pele, e a escuridão que cobria meus olhos. Onde estou agora? A luz retrocedeu e a escuridão deu lugar ao pôr-do-sol ou amanhecer, não conseguia diferenciar.  Consegui perceber apenas um tom de laranja. Os meus olhos secos e minha cabeça que latejava não me deixavam raciocinar direito. Estava caindo levemente como uma pluma no ar, caindo numa imensidão verde, apenas borrões. Eu ia bater em algo... - Despertador tocando às 5:30 - Abri meus olhos secos com dificuldade, olhei ao meu redor sem noção de onde estava e que se estendeu alguns minutos. Meu coração acelerado, meu corpo ofegante, minha cabeça doía. Precisava desligar aquele som ensurdecedor, percorri minhas mãos sobre os lençóis até acha-lo e cala-lo. Segundos olhando para o teto, o rosto morno pelo sol que entrava pelas janelas. Esquecera as cortinas abertas na noite passada e o sol calmo deitara sobre meu rosto ainda sonolento e enxado. Aos poucos a realidade tomava conta dos meus pensamentos, na verdade eles só despertaram, pois sempre estiveram ali, me dizendo o que fazer. Mas meu corpo em súbita rebeldia, continuou ali, na cama, ainda sentindo um sopro da queda, que se estendera a realidade, levando minhas forças e deixando-me apenas um corpo deitado que expulsava qualquer chance da razão fazê-lo sair dali e sobreviver em sua rotina.

Porque essa sensação? ... No fundo eu sabia o porque, mas não queria admitir trazendo tudo de volta. E sobre as minhas forças, elas ainda não voltaram. Acho que é isso, meu corpo as esperando,  assim como tendo mais tempo pra que minha cabeça invente mais mentiras como desculpa.





(Trecho tirado de alguns rascunhos guardados de minha autoria).

domingo, 1 de julho de 2012

Frase do dia

''Crescer custa, demora, esfola, mas compensa. É uma vitória secreta, sem testemunhas. Os adversários somos nós mesmos.''

(Martha Medeiros)

A imagem de hoje é


Minha mente

Música do dia.

Ainda bem...

Estou cansada de ouvir falar sobre amor. Na verdade estou cansada de tudo, mas por mais que durma, que não me mexa e respire lentamente, esse sentimento só aumenta e eu estou sufocando. Meus gritos não fazem efeito, mau posso pedir por ajuda. Ainda bem que meus dedos ainda conseguem deslizar por essas teclas frias, numa tentativa inútil de retirar-me porcentagens do que me aflige e reorganizar a minha dor sem justificativa aparente ou não. Ainda mau, só pra constar.

Sentir.

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Não gosto do jeito como eu mesma me faço sentir. Parece que toda essa angústia que sinto é injusta, sem motivo. Tenho tudo, tudo que jamais pensei em ter. Porém, sinto como se nada fizesse sentido, pois quase nada é sentido, até mesmo o calor do toque é quase, nunca sinto-o totalmente agora.

Sinto-me fora de mim, como se a alma se esvaísse e o frio adentrasse. Tudo que parece completo quando chega até a mim é metade, me falta. Preciso sumir, não ver rostos amigos, conhecidos. Cobrir os espelhos da casa, desligar a tv e silenciar o barulho a minha volta. Sentar-me na areia da praia e olhar pro nada. Deitar-me sob a luz da lua e deixar ela deitar sobre mim. Andar descalça na terra úmida, sentir a brisa soprar meu rosto, um rosto livre de qualquer vestígio de maquiagem, de fingimento, de sorrisos forçados. Fechar os olhos e ouvir-me, meus pensamentos sem nexo, aqueles que enterrei, os que deixei pra mais tarde e nunca ouvi, os que ouço repetidas vezes, quero todos, quero a mim, quero encontrar-me outra vez,  sentir-me bem vinda no meu próprio corpo e não uma intrusa, uma maldição.

Preparando-se para o inevitável.


Talvez eu saiba onde eu estava pisando o tempo todo. Talvez eu saiba bem em que parte das minhas escolhas fechei meus olhos para as consequências que estavam óbvias, bem ali na minha frente piscando como um sinal de alerta. Meu egoísmo, meu anseio por tudo. E agora? Como controlar tudo isso que está a minha volta? Como controlar o resultado catastrófico e inevitável que está por vir. Como uma onda de um azul escuro que só cresce a medida que me afasto ou que me aproximo, ela está ali se contorcendo em movimento lento na minha direção, a ponto de quebrar sobre a minha cabeça. E não há como fugir, já é tarde demais.

Talvez meu sentimento de culpa e de angústia seja isso, meu corpo se preparando para o inevitável, envenenado-me com tristeza que eu finjo não saber de onde vem. Talvez assim, depois que a onda retornar para o mar e se transformar em águas tranquilas, ainda reste algo de mim, uma parte que absorveu do meu próprio veneno e criou o antídoto. Aquele pequeno fogo que ainda aceso de maneira quase imperceptível estará lá, pois já morri, mas ele como dizem é o último: minha esperança.